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Dados do governo apontam para déficit abaixo de 1% do PIB em 2009 O déficit nominal das contas do governo central (contabilizando Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) deve chegar próximo a zero em relação ao Produto Interno Bruto no ano que vem. A previsão, divulgada ontem por Amir Khair, especialista em contas públicas e ex-secretário municipal de Finanças de São Paulo, leva em consideração que a paridade atingirá 1% no fim de 2008, depois de representar 2,2% da geração de riqueza do País em 2007.

"A projeção depende da política que o Banco Central adotará ano que vem para a Selic [a taxa básica de juros da economia, atualmente em 13,75% ao ano]", explicou. "Tenho a opinião de que com essa crise internacional, o Copom não terá a necessidade de deixar a Selic muito alta, porque a cotação das commodities deve continuar caindo. Além disso, a previsão de safra para o ano que vem é boa, o que deve gerar menor pressão sobre o preço dos alimentos", continuou o especialista.

Dados divulgados ontem pelo governo mostram que o superávit primário do acumulado do ano até agosto foi de R$ 108,409 bilhões. Segundo dados do BC, esse resultado é o maior para o período desde o início da série histórica, datada de 1991. Especificamente em agosto, esse montante ficou em R$ 10,184 bilhões. Já o resultado nominal (após o pagamento de juros da dívida) ficou negativo em R$ 10,92 bilhões no acumulado dos oito primeiros meses do ano, representando 0,58% do PIB.

Com base nesses números, Khair projetou que a receita líquida total ficará em 20,6% do PIB neste ano, 0,5 ponto percentual a mais do que os 20,1% atingidos em 2007. As despesas totais continuarão representando cerca de 1% da geração de riqueza do País. Em relação ao superávit primário, este deve aumentar de 2,3% para 3% do Produto Interno Bruto no intervalo de tempo. Os juros nominais cairão de 4,6% para 4%, também em relação ao PIB.

Segundo o especialista, a diminuição do déficit previdenciário é um dos fatores que mais geram comemoração. Em 2007, o rombo do ministério ficou em R$ 42 bilhões, com o governo esperando a cifra negativa em R$ 38 bilhões para este ano. "Sou mais otimista, acredito que o déficit será reduzido para R$ 35 bilhões ainda em 2008", comentou, informando que em 2009 o montante deve ser ainda menor.
Atualizado em ( 20-Nov-2008 )
 
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