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QUARENTA SERIA A SOLUÇÃO?... PARTE I

Num reino mais perto do que se pensa, existia uma comunidade de pastores e agricultores que pelo zelo e capacidade de trabalho era a mais próspera da região, fato que incomodava a côrte que em sua maioria era composta por esnobes e hipócritas puxa-sacos, muitos carentes de moral e de sentimentos cívico.

Esses pseudo-representantes de governo, normalmente profissionais falidos ou afortunados por ilícito de surrupiar os recursos do reino, muitos também falidos de caráter e de moral, partiram para inflamar o monarca pregando que caso não fosse exterminado “o poder” exercido por essa comunidade pela independência resultante do fruto do seu trabalho, o poder supremo do Rei estaria em risco.

Alegaram até que essa comunidade deixara de cumprir por inteiro uma ordem do Rei, mas sem mencionar que essa ordem elaborada por esses freqüentadores da cozinha do reino estava em total desacordo com a eficiência e eficácia e com os princípios que regem o oficio de pastorar e semear, e também que essa comunidade produzia como fruto do seu trabalho honesto e seguro, a fonte da riqueza do reino.

Mas, movidos pela arrogância, à incompetência, a frustração dos que nada fazem de bem a sociedade, somado a mau intenção, esses escroques da sociedade levaram ao Rei a necessidade de interromper a ação desta comunidade que tanto contribuía para a sociedade e para as finanças do Reino. E depois de várias tentativas, principalmente nas orgias e farras à custa dos recursos do reino, estes calhordas, arvorados do direito de falarem em nome do povo convenceram o Rei.

Para fortalecerem e imporem o seu plano, os escroques, utilizando o abuso do poder terreno e da fé estabeleceram que: o boi e a vaca seriam sagrados e por isso não mais poderiam ser consumidos pela plebe comunitária, só pelo Rei e seus representantes; e que a produção da agricultura seria taxada em sua quase totalidade, para manter a corte e o Rei, sobrando à comunidade dos verdadeiros responsáveis em prover a riqueza necessária ao reino, apenas à obrigação de realizar essa essencial atribuição, mas sem sequer contar com o direito de desempenhar a sua função dentro dos critérios técnicos necessários a correta necessidade, já que regidos estavam por absurdas normas de procedimentos estabelecidas pelos incompetentes e mal intencionados, ditos representantes do povo, respaldados pela irresponsabilidade, fraqueza e incapacidade do Rei que se mostrou sem visão.

Daí por diante, a produção da comunidade começou a mirrar e declinar junto com as finanças e o abastecimento do reino. O estimulo de produzir retirado dos técnicos da produção pelos que mais deveriam estimular, por viverem das benesses do poder levou a comunidade e o reino ao caos.

Mesmo com o caos instalado, os mesmos calhordas irresponsáveis e incompetentes, ditos representantes do pobre Rei ausente e incapaz, insistem em manter essa situação, e ainda a produzirem mais idéias tão mirabolantes que só se sustentavam como golpes contra a boa fé que cada vez mais empobrecia, desmoralizava e desmerecia os princípios morais e legais que devem ser seguidos por um reino que precisa se reerguer dentro da legalidade, da eficiência e da eficácia.

Tudo ocorrido pelo cerceamento do direito daqueles respaldados pela técnica, competência, moral e pelo direito. Que foram reduzidos a terem como recompensa pelos seus préstimos e sua técnica a proibição de desenvolverem o seu mister dentro das boas técnicas que dominam e que foram subjugadas pelos escroques da corte, reduzindo a sua alta estima no campo profissional. E que tiveram negado o direito de também consumir o fruto de suas crias e de apenas consumir a sobra dos piores grãos de suas semeaduras, que prensados e transformados em amido, quando muito, junto com algum líquido se transformaria num “quarenta”, símbolo do escárnio aos que produzem.

Agora o escroque-mor inventou de “premiar” os comunas com dois “quarentas”, e ainda, se a produção não apenas for recuperada, mas for superavitária. Será que os escroques conseguirão com isso extinguir a indignação, calar a revolta, estimular a produção, mostrar serviço ao pobre Rei ausente e incapaz?...Será que esses provedores do capital do reino terão sua auto-estima recuperada e atenderão aos reclames de mais essa desvalida e indecente proposta.

Para tanto, chamado a pronunciar o informe oficial do reino, o comunicador real anunciou no parlatório oficial, que o Rei ausente e fraco (leia-se os escroques da corte) intima a cada comunidade do reino, - sendo uma por vez, para não causar maior desavença-, a comparecerem ao auditorium real para ouvirem da sua ministeriável corte a bondosa e excelente proposta real para premiar os comunas. E, claro e principalmente, para cobrar a solução dos problemas referente à falta de produção de bens de consumo e de riqueza enfrentados pela incompetente corte administrativa, que certamente atribui à responsabilidade por mais essa deficiência aos premiados com essa proposta real.   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

José Adilton Alves Santos – Fiscal de Tributos e Cidadão.

08/03/2008

 

 

  

 

 

 

 

 

Atualizado em ( 19-Set-2008 )
 
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