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Em evento no RS, Dilma defende reforma tributária

A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, defendeu a reforma tributária e a desoneração da folha de pagamento e do consumo, a simplificação de tributos e o recebimento automático de créditos tributários ao discursar por cerca de meia hora para uma plateia de empresários gaúchos em Porto Alegre, na noite de terça-feira (11).

A ex-ministra da Casa Civil lembrou também programas do governo Lula, como o Minha Casa, Minha Vida, obras de infraestrutura e investimentos da Petrobras, e defendeu o consenso entre as lideranças políticas. "O que importa é a construção do consenso e não do discenso, da parceria entre os entes federados", disse.

Dilma disse ainda que, apesar de o governo Lula estimar um crescimento de 5,5% para 2010, os números podem ser maiores. "Nós colocamos modestamente um crescimento de 5% ou 5,5% para este ano, mas ainda hoje li que bancos dão como certo um crescimento de 6% ou até 6,5% para 2010. E se temos esta perspectiva de crescimento real é graças a um novo modelo de desenvolvimento", disse.

A pré-candidata comentou que, para superar as metas de crescimento, o país deve eliminar a pobreza na próxima década e defendeu uma reforma tributária com este fim. "O Brasil terá de perseguir a reforma tributária. Um dos motivos de ela ser tão problemática é que Estados e municípios precisam entender que perdem no curto prazo, mas ganham no longo prazo."

Sem falar com a imprensa, a ex-ministra se dirigiu ao clube Farrapos onde, no final da noite, lançou um comitê suprapartidário de apoio à campanha, com a presença de lideranças gaúchas do PT, PSB, PC do B, PDT e Pátria Livre, além de apoiadores de partidos que não compõem o comitê oficialmente, como PTB e PMDB.

No evento, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, lembrou em discurso as críticas da oposição ao fato de Dilma nunca ter disputado uma eleição. "A oposição tem usado como argumento o fato de Dilma nunca ter disputado uma eleição. Mas há oito anos, eles diziam que Lula não tinha administrado nem um carrinho de pipoca e hoje o presidente tem seu nome escrito na história do país como o maior presidente da República que o país já teve", discursou, para centenas de simpatizantes da candidatura petista. "Dilma foi minha chefe na Petrobras (a ex-ministra foi presidente do Conselho de Administração da estatal) e sou testemunha da capacidade gerencial dela."

Em um tom mais informal que o usado no discurso para empresários, horas antes, a ex-ministra lembrou da própria trajetória política no Estado e disse ainda que, como mulher, se sente preparada para a presidência. "Nós, mulheres, estamos preparadas para governar o Brasil, e o Brasil está preparado para nós. Nós podemos dirigir o Brasil porque estará tudo em casa", comentou, lembrando que 53% da população brasileira é do sexo feminino. Já começava a madrugada quando a pré-candidata deixou o local, novamente sem falar com os jornalistas, após tirar fotos com centenas de apoiadores.

Uma semana depois da passagem do pré-candidato tucano à presidência da República, José Serra, pelo Rio Grande do Sul, a pré-candidata do PT desembarcou no Estado. Em Rio Grande, na manhã de terça-feira, Dilma participou do seminário Onde o Rio Grande renasce, sobre investimentos federais na cidade, escoltada pelo ex-governador gaúcho Olívio Dutra e pelo pré-candidato petista ao governo estadual, Tarso Genro.

Em palestra a técnicos, ela comentou que o setor naval estava sucateado no país e que a oposição fez críticas aos investimentos realizados na área. As obras do dique seco, no porto marítimo e na duplicação da estrada BR-392, que liga a cidade portuária a Pelotas, chegam a cerca de R$ 600 milhões.

 
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